Em virtude da pandemia de coronavírus, o setor do ensino superior tem enfrentado o aumento das taxas de inadimplência e evasão. Segundo pesquisa divulgada pelo SEMESP, a taxa de atraso de 90 dias da mensalidade em maio foi de 23,9%, um aumento de 51,7% em comparação ao período homólogo.
Com as projeções do SEMESP, de que as taxas de inadimplência em 2020 sejam pelo menos de 11,3% diante das perspectivas de queda do PIB mais acentuada e do aumento do desemprego, as instituições de ensino precisaram ser criativas e oferecerem aos alunos descontos e formas de renegociação para diminuir os impactos da crise e evitar um maior crescimento na taxa de evasão do ensino superior.
Sobre esta taxa, que aumentou 14,2% entre maio de 2019 e maio de 2020, a maior preocupação para o próximo semestre está em torno dos alunos dos primeiros anos, uma vez que os que estão próximos do final da graduação, de maneira geral, buscarão meios de não descartar a trajetória já percorrida.
Especialistas apontam que, caso as instituições de ensino não encontrem ações efetivas para aumentar a retenção no segundo semestre, teríamos um prejuízo de longo prazo para o desenvolvimento do país que demoraríamos anos para reverter.
Dentre estas ações, destacamos o uso da empregabilidade como ferramenta chave para a retenção, uma vez que, a maior preocupação do estudante ao procurar o ensino superior ou manter-se nele, neste momento, é ter vantagem competitiva na acirrada busca por uma vaga de trabalho na retomada do mercado.
Aproveitar o período de recesso escolar para colocar em prática as estratégias de empregabilidade na instituição de ensino tem impacto direto nos principais pontos da gestão de permanência para o próximo semestre: a prevenção e a remediação.
Como utilizar a empregabilidade na gestão de permanência do aluno
Prevenção | Remediação |
Direcionado a: reduzir a possibilidade do aluno questionar o investimento que está realizando | Direcionado a: reverter situação de alunos que já sinalizaram possibilidade de evasão |
Como fazer: conectar o aluno com seus objetivos ao cursar o ensino superior. | Como fazer: realizar atendimento inicial por profissionais de carreiras e não do setor financeiro ou secretaria. |
Porque fazer: a empregabilidade é o motivo pela qual o aluno busca o ensino superior, portanto ter serviços de carreiras e uma jornada do aluno que tangibilize sua evolução profissional desde o início do curso tem vários efeitos positivos, no engajamento acadêmico e na visão que o aluno tem do retorno sobre o investimento na educação. | Porque fazer: os principais motivos apontados para evasão são a falta de identificação com o curso e problemas financeiros. Realizar um atendimento de carreiras, apresentando opções profissionais ou colocando o aluno em uma trilha de serviços para recolocação no mercado, reverte uma quantidade relevante de solicitantes de desistência. |
Promover a empregabilidade na instituição de ensino tem alto valor agregado, e as práticas sugeridas ajudam a evidenciar o tema na política de retenção de alunos. Com auxílio da Symplicity a instituição pode gerenciar e amplificar essas iniciativas através de um programa estruturado projetado para conectar currículo e carreira.